A reflexões sobre o asbesto


 
Prezado Amigo José Augusto - Por favor faça circular esta mensagem na RST-LAC para que promovamos um debate de igual nível com os defensores do amianto
Lendo esta mensagem do Dr. Jorge, gostaria apenas de tecer alguns comentários sobre o que ele aqui nos apresenta, que nada mais é  do que  a reprodução do discurso e documentos preparados pelo Instituto do Amianto do Canadá na sua luta desesperada de salvar o mercado latinoamericano, depois da derrocada  que tiveram na OMC/WTO, que decidiu que os países têm o direito de banir o amianto por motivos de saúde e que isto não se constitui em entrave ao livre comércio ou barreiras alfandegárias, ferindo regras do ex-GATT.
O Asbestos Institute nada mais é do que um promotor de vendas de mais de 95% do amianto produzido/minerado no Canadá  e é sustentado pela indústria do amianto daquele país que quer manter seu lucrativo negócio, em especial nos países em desenvolvimento...como ocorre na Colombia...já que os países desenvolvidos cada vez mais restringem seu uso...
O Dr. Jorge, como técnico da área que é e pelo que pude entender trabalhando na indústria do amianto, vem nos apresentar a tese do uso seguro ou controlado, como pretendem alguns...
Ocorre que isto foi mais do que provado ser uma ficção ou melhor uma mistificação em países pobres como os nossos; pobres no sentido do controle social e governamental do tal do "uso controlado".....A própria OMC o caracterizou como não realista nos países desenvolvidos! O que dizer dos nossos: Carecemos de fiscais, de legislações atualizadas, de exames e profissionais médicos que possam fazer um diagnóstico isento de interesses, já que pelo que vimos por aqui,  a maioria dos bons profissionais ou trabalha diretamente na indústria ou em entidades financiadas por ela(haja vista o que aqui tivemos sobre o caso escandaloso da UNICAMP- uma das melhores universidades públicas brasileiras - envolvida em uma pesquisa paga pela indústria do amianto para dizer que a crisotila brasileira diferentemente do que a usada em todo o mundo faz bem para a saúde)............
A Higiene Industrial(me perdoem os seus ferrenhos defensores) é uma ciência dos anos 50 e que mostrou a sua limitação e ineficiência de controlar os riscos... Suas idéias de minimização e controle de risco são superadas.... O  Século XXI nos coloca um novo desafio: o da superação do risco...e  o de substituir tecnologias ultrapassadas e produtos reconhecidamente cancerígenos por outros  menos nocivos...
O que o Dr. Jorge omite em sua carta é que os estudos das fibras que têm sido utilizadas na substituição do amianto mais corriqueiramente e principalmente em países de terceiro mundo, são tecnologias e produtos que até o momento não se mostraram tão nocivos à saúde pública como o amianto. Mas esteja certo o Dr. Jorge que a partir do momento em que forem aparecendo provas de sua "pretensa" nocividade(atualmente só apontada pelo Insituto do Canadá - o que não tem portanto nenhuma isenção) seremos os primeiros a lutar pela sua substituição, e espero que o senhor esteja conosco, pois não acreditamos em controle técnico de cancerígenos....cremos que nenhuma exposição é possível.Quando não se tem condições de eliminá-los, por decisões políticas ou melhor por falta de vontade política, muito mais do que técnicas, como é o caso do benzeno, sílica e outros tantos agentes reconhecidamente cancerígenos para os seres humanos, resta-nos administrar da melhor maneira e gerenciar os doentes....pelo menos tendo a decência de não escondê-los, como fizeram e fazem tantos profissionais por aí.......
Me desculpe o Dr. Jorge ao afirmar que trabalha com limites inferiores aos preconizados pela OSHA de 0,1f/cc...este é o limite de detecção do aparelho, por isto foi assim estabelecido...abaixo disto, creio que ele precise calibrar o aparelho ou substituí-lo..... Por fim, enganam-se quem diz que as novas fibras não devam estar sob exaustão, controle médico e outras medidas por nós conhecidas no meio técnico e se nós fizermos vistas grossas a isto, estaremos sendo no mínimo negligentes e compactuando com o processo de exploração imposto aos trabalhadores....Como o Dr. Jorge mesmo diz, e que tem sido o discuro constante do Deputado Ronaldo Caiado, representando a extrema-direita em nosso país na defesa do amianto, que também é médico e está em contato muito próximo com os canadenses, entre "remédio e veneno o que difere é a dose", gostaria de perguntar ao Dr. Jorge se o amianto é tão bom para a saúde, porque eles exportam tudo e não usam eles mesmos pelas "suas propriedades miraculosas". Destarte seria um exemplo a ser considerado...e não o que vemos hoje: o que não é bom para os canadenses....exportamos.........................
Por último, aproveitando o espaço(queria ter sido menos prolixa do que o Dr. Jorge e não consegui), gostaria de lhes pedir  um enorme favor enviando cartas de repúdio ao Asbestos Institute in Québec que estão promovendo verdadeiro macartismo contra aqueles que lutam pelo banimento do amianto em todo o mundo. No atual momento, estou sob investigação no Ministério do Trabalho por ter sido denunciada pelos "promotores da fibra da morte" como estando "exorbitando no meu papel de fiscal do trabalho", que luta por promover a segurança e saúde dos trabalhadores, em especial os expostos ao amianto...o e-mail deles é o: ai@asbestos-institute.ca ou pelo fax: (00-1)(514)877-9717..pode ser em espanhol/francês ou inglês............Obrigada pelo apoio
Fernanda Giannasi

fenatest escreveu:

 FERNANDA GIANASSI, 
 
 
----- Original Message ----- Sent: Thursday, June 21, 2001 10:08 AMSubject: [RST-LAC] Reflexiones sobre el asbesto...
  Cordial saludo de nuevo para todos los compañeros de la lista. He leído atentamente las respuestas al comentario sobre el asbesto y quiero expresar lo siguiente: En ningún momento dejo de reconocer que el asbesto es cancerígeno; de hecho así está establecido por la IARC y otras instituciones encargadas de estos asuntos pero también agrego que estamos rodeados de cancerígenos tanto en los ambientes laborales como en los ambientes públicos. Axel Ortiz planteaba acertadamente ¿Cuantos otros asbestos (otras sustancias) existen? Considero que el problema no es el asbesto en sí, sino el manejo irresponsable del mismo. Los problemas que se han tenido en el pasado con el manejo irresponsable de este elemento, han servido para fundamentar los conocimientos actuales que permiten asegurar que hoy es posible manejar de forma segura y responsable el asbesto. No podemos comparar las utilizaciones pasadas del asbesto en forma friable, con los modernos productos de fibrocemento. El asbesto friable si implica un alto riesgo y por eso en USA se ha recomendado que las instalaciones que tienen este tipo de aplicaciones y que no están deterioradas, no deben ser intervenirlas ya que su remoción podría significar más riesgo. Creo que los adelantos científicos en la investigación de la patogenicidad de las diferentes sustancias, en el mejoramiento de los sistemas de ventilación industrial, en la mejora de los elementos de protección personal y en los esquemas y herramientas para la vigilancia médica, deben servir para evitar o controlar la exposición y para ejercer nuestras funciones de prevención de riesgos. Alguno de los participantes en el debate planteaba sobre una afirmación Sueca que indicaba que la presencia de una sola fibra, ya significaba la existencia de riesgo; en este sentido y con todo respeto lo digo, tendríamos que abandonar el planeta tierra o estar permanentemente con sistemas de protección respiratoria, ya que el asbesto es un silicato que a su vez, es el segundo elemento más abundante en nuestro planeta después del oxígeno; el asbesto está presente en las 2/3 partes de la corteza terrestre y ha estado suspendido en el aire como producto de la erosión natural desde mucho antes que comenzara a ser explotado y usado comercialmente; incluso las mediciones ambientales de fibras en áreas despobladas han sido similares a las mediciones de las áreas residenciales que utilizan productos de asbesto-cemento. Aunque se ha demostrado su inocuidad al ser ingerido, todos nosotros ingerimos "millones" de fibras cuando tomamos agua potable o bebemos cerveza. Siempre se ha cuestionado la existencia de valores umbrales para los elementos cancerígenos, hay argumentos en ambos sentidos. De un lado se dice que una alteración simple (mutación) en el DNA celular puede establecer la etapa para desarrollo tumoral y en teoría sería posible que la exposición de la célula a una sola molécula de un carcinógeno en última instancia induzca la formación de un tumor; aunque la probabilidad de la formación de un tumor aumenta con la frecuencia y la magnitud de la exposición creciente al carcinógeno, un pequeño contacto puede ser suficiente. De otra parte, aún así si se reconoce que una sola molécula puede inducir un cambio tumoral, la probabilidad de que la molécula llegue a su célula blanco se reduce con pequeñas dosis. Algunos carcinógenos pueden sufrir desactivación metabólica rápida a nivel hepático; los mecanismos de restitución de DNA (ej. escisión de nucleótidos alterados), permite la restitución de una mutación inducida antes que se forme una clona de células tumorales; hay algunas pruebas en humanos como en animales que demuestran como los mecanismos inmunitarios son capaces de destruir células transformadas antes que se desarrolle un tumor. Con los sistemas de control actuales, es posible mantener unos niveles máximos permisibles por debajo de los establecidos por las autoridades internacionales (0,1 fibras por cc3 de aire). Comparto el hecho que mientras una sustancia se pueda sustituir por una menos nociva, sería lo ideal. En el caso de las fibras sintéticas que se han promovido como sustitutos, se ha recomendado tener "desconfianza" hasta que no se tenga la suficiente información. Ninguna de las empresas que manejan fibras ha dicho (por lo menos las que yo conozco) que por el hecho de no manejar asbesto ya se pueden eliminar los sistemas de ventilación industrial, se puede eliminar el uso de los elementos de protección personal o se pueden suspender los controles médicos. De hecho hemos recomendado continuar con los mismos sistemas de control y la misma vigilancia médica. Las fibras sintéticas han comenzado ha ser utilizadas desde hace poco tiempo y las patologías asociadas con la exposición a cualquier tipo de fibra tienen grandes períodos de latencia que en muchos casos superan los 20 años; por lo tanto hay que esperar. Adicionalmente, al ser fibras sintéticas son más durables y además, son ácido resistentes; la durabilidad de la fibra está directamente relacionada con su capacidad de desencadenar fenómenos inflamatorios en los tejidos blanco y consecuentemente, cambios tumorales; la ácido-resistencia evita la fagocitosis (durante esta última se alcanzan PH hasta de 4). El asbesto Crisotilo que es el que se utiliza actualmente a diferencia de los asbestos anfíboles (cuya producción ya está prohibida), es sensible a los ácidos y se ha demostrado que una fibra puede ser fagocitada en el término de 6 meses. Todo esto sin mencionar las propiedades técnicas de la fibra de asbesto que no han podido ser superadas por ninguna fibra sintética además del encarecimiento de los productos finales construidos con estas fibras sintéticas, que finalmente reduce la posibilidad de su adquisición por el usuario final y ya conocemos las limitaciones económicas de nuestra población latinoamericana y las necesidades insatisfechas de alcantarillado, acueducto y techo. No considero que el hecho de discrepar respetuosamente de los pensamientos de algunos colegas refleje directamente "cuan grave es el conocimiento de la Salud Ocupacional y los mecanismos técnicos para la protección de nuestros trabajadores". Personalmente soy orgulloso de la formación de los profesionales en mi país (Colombia), tenemos Administradoras de Riesgos que participan en el negocio de la prevención de riesgos en otros países como Chile y Argentina. En toda ciencia, el conocimiento surge de las discrepancias académicas sobre los diferentes tópicos; que sería de la Salud Ocupacional si todos pensáramos lo mismo y que una sola persona pontificara sobre el tema?. Tengo conocimiento de lo que estoy hablando;  laboro en una empresa de capital local en la que hace 18 años se usa el asbesto Crisotilo para la fabricación de cubiertas de asbesto cemento y hace algunos años, también estamos utilizando fibras sintéticas más por presiones del mercado que por desconfianza del asbesto; puedo decir que a ninguno de nuestros empleados se les ha diagnosticado alguna enfermedad asociada con el asbesto y los documentos pertinentes están a disposición de quien quiera revisarlos. Permanentemente ajustamos nuestros sistemas de vigilancia médica a las recomendaciones de nuestra ARP y estamos sometidos a auditorias anuales externas sobre el manejo seguro de la fibra y el cumplimiento de normas de salud ocupacional. Sin industria no habría Salud Ocupacional y no podemos ser más papistas que el Papa; considero que cualquier sustancia puede ser manejada de manera regulada y responsable por más peligrosa que sea. No se puede juzgar a una sustancia por la negligencia de las autoridades en no exigir su uso responsable y sancionar a quienes no lo hagan así. Las precarias condiciones de labor de los trabajadores latinoamericanos y la ausencia de medidas de protección a su salud, no es culpa de las materias primas en sí, sino de quienes tienen la obligación de exigir el uso responsable de las mismas. Legalmente existen mecanismos para ejercer este control y para que las autoridades lo regulen. Cuando hice la comparación con la gasolina, no me refería a sus posibles efectos cancerígenos sino, a la percepción del riesgo; existen múltiples ejemplos como el manejo de explosivos o el mismo hecho de conducir un vehículo. Todo es veneno y nada es veneno, todo depende de la dosis. Las actividades más elementales de nuestras vidas, se pueden convertir en graves riesgos sino se asumen con un mínimo de seguridad; que podemos decir de las consecuencias de resbalarnos en un piso húmedo en nuestro baño?. Muchas veces detrás de estas campañas de desprestigio, se esconden hilos invisibles que protegen intereses económicos de diversa índole; seguramente algunos presidentes de multinacionales deben estar disfrutando de este tipo de debates. Me disculpan lo largo del mensaje pero es lo que quería compartir con Ustedes. De nuevo, un cordial saludo para todos y agradezco su participación en estos temas de reflexión.  Jorge H. EstradaMD Salud Ocupacional
 

 

 

Imprimir o texto abaixo

 

 

 

Retorna