| |
Mais
de cem países assinaram o tratado da "Convenção dos POPs",
durante a conferência da Organização das Nações Unidas
(ONU), realizada entre 21 e 23 de maio, em Estocolmo, Suécia. O
banimento dos POPs, definido como uma das prioridades do
Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, foi a
primeira grande convenção assinada como resultado dos debates
iniciados durante a Rio 92.
Apesar do avanço desse tratado, o governo brasileiro não
demonstrou interesse em agilizar sua ratificação (é necessário
que pelo menos 50 países ratifiquem a decisão para que ela
seja transformada numa Convenção da ONU). A avaliação é
feita por Fernanda Giannasi, que participou da conferência como
representante da ACPO (Associação de Consciência à Prevenção
Ocupacional), única ONG brasileira presente no evento.
Para Giannasi, o tratado "tem muitas limitações",
por ser "resultado de um processo de negociação e
conciliação entre países." Ainda assim, ela acredita que
o governo brasileiro só vai agilizar a ratificação se houver
muita pressão social.
O diretor da ACPO João Carlos Gomes entende que a Convenção
dos POPs "foi uma conquista no sentido em que reconhece os
danos que os poluentes persistentes causam à saúde e ao meio
ambiente". Mas ele adverte que a preocupação agora é
tornar prático o tratado e lembra que "a luta pela
ratificação é uma questão que deve envolver todos os
segmentos sociais."
Segundo Gomes, os próximos passos são trabalhar junto a
parlamentares e governos, em todos os níveis, e sensibilizar a
sociedade para a importância de banir o uso dos POPs. "A
divulgação será um dos principais instrumentos para
mostrarmos o que é esse tipo de poluição", argumenta.
|
|
Quais
são os "12 sujos"
Entre os
principais poluentes orgânicos persistentes estão: aldrin,
clordano, DDT, dioxinas, endrin, furanos, hexaclorabenzeno,
mirex, PCBs e toxafeno.
Onde
eles estão
Os POPs
são gerados em diversos processos industriais e estão
presentes no nosso cotidiano. Estas substâncias são
resultantes da produção de PVC, produção de papel, geração
e composição de produtos agrícolas, incineração de lixo e
processos industriais que empregam cloro e derivados do petróleo.
|